“…Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim se levantará sobre a terra” Jó 19,25

“…Combati o bom combate, completei a carreira  e guardei a fé.” II Timoteo 4,7

“…Eu sou o caminho, a verdade e a vida.” João 14,6.


josias.JPGNesta semana acompanhamos os momentos que antecederam a passagem do nosso irmão Josias Alves Conserva (05/-9/19, que teve sua Páscoa na quinta feira à noite, 23/07/2015.

Nestes dias toda Igreja Diocesana se colocou em oração, realizamos vigilia de oração e ao final a soberana vontade de Deus foi de receber o nosso irmão , que teve sua passagem na paz do Senhor, e hoje vive no Senhor.

Nosso irmão deixará muitas marcas em nossas vidas. E com certeza todas as pessoas que conviveram com ele podem recordar a marca que ele deixou em sua vida.

No meio da família, Dona Generosa, Jorge, Cátia, Lucas e Flavio ele deixará a saudade, mas está será uma separação física, ” porque pai nunca morre”. Oremos pela Família Alves  Conserva, rogando a Deus o consolo, e que eles sintam-se abraçados por Deus e pela solidariedade das pessoas amigas.

Nos últimos momentos da vida, ainda na UTI, eu disse a Josias: ” meu irmão, descanse em paz , e tenha certeza de que você cumpriu sua missão e que nós da Diocese Anglicana de Brasilia fomos privilegiados de tê-lo como nosso irmão “.

Este ano Josias completou 17 anos de Ordenação Sacerdotal, e em suas veias corria o sangue da missão, do serviço e do cuidado com as pessoas próximas.  Serviu com dedicado leigo na Catedral da Ressurreição, quando ainda era somente a Paroquia da Ressurreição, da Diocese Anglicana do Rio de Janeiro, foi membro da Junta Paroquial, professor da Escola Dominical, Ministro Leigo, e ajudou com seu saber jurídico.

Com sua marca de missão, nos anos 90 foi morar em Florianópolis, e ainda não havia capela ou Missão naquela cidade. E começou a ir até Araranguá, e convidou o Revd. Caetano para vir celebrar com eles em Florianópolis, e dai se concretizou a presença anglicana . Acompanhou Dom Almir nas visitas ao Mato Grosso e Rondônia, e sempre tinha muitas histórias para nos contar. E passou a atender os Anglicanos em Campo Verde, e hoje é Paróquia da Anunciação, no Distrito Missionário. 

Ao retornar de Florianópolis reencontrou uma comadre que morava no Paranoá e a partir de uma visita  desafiou o Revd. Elias a começar uma Missão, e hoje é a Missão da SS Trindade, que no próximo Concilio será Paróquia da SS Trindade.

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Como secretário diocesano de missão sempre me acompanhou nas visitas pastorais ao Tocantins, visitando as comunidades. E na primeira visita em Patos de Minas, Josias me acompanhou , juntamente com Revda Lucia e Pulika. E depois assumiu acompanhar aquele ponto de pregação, que se tornou a Missão da Divina Misericórdia.

Na Missão da SS Trindade, Revd Côn. Josias reassumiu a direção dos serviços em 2002, e foi um tempo de reconstrução. Quantas vezes Josias ficou sozinho, como ele me dizia: “bispo varias vezes me disseram para desistir”. Mas ele foi persistente, e manteve a convicção que aquela Missão seria erguida novamente. E nestes anos no Paranoá, Revd Josias foi profeta, pastor, pai, amigo, e irmão, e Deus respondeu a esta fidelidade com o frutos. E nos últimos anos o Revd Denilson se somou a este desafio de que a Missão  alcançaria os requisitos canônicos e seria  elevada a Paróquia da SS Trindade, e exatamente neste ano de 2015, ano dos 30 anos da Diocese Anglicana de Brasilia, em nosso próximo Concilio, agosto de 2015, o Concilio cantará o Gloria In Excelsis por esta vitoria que tributaremos em homenagem ao nosso querido irmão Josias Conserva.

 A Diocese de Brasilia perdeu um grande colaborador que lutou muito pela vida, e que nunca deixou de atender a um pedido .

 Que Deus nos abençoe e nos conforte, e mantenha entre nós a chama do serviço e da missão que Josias deixou marcado entre nós.

 

Dom Mauricio Andrade - Bispo Diocesano

 

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“Eu lhes asseguro que onde quer que o evangelho for anunciado, em todo o mundo, também o que ela fez será contado em sua memória”.” (Mc 9:14)

A Diocese Anglicana de Brasília realizou, no domingo dia 12 de julho, a primeira Celebração Diocesana em Comemoração aos 30 anos de Ordenação Feminina no Brasil. Estaremos realizando mais três Celebrações ainda este ano, sendo as seguintes: por ocasião do XXXIII Concílio, em agosto p.v, em Brasília (Pregadora Revda Lúcia Borges); no dia 04 de outubro, em Brasília – (pregadora Revda Patrícia Powers) e; no dia 07 de novembro em Anápolis – (Pregadora Revda Tatiana Ribeiro).

Nessa primeira Celebração, a Diocese foi acolhida carinhosamente pela Paróquia de São Felipe, Goiânia, liderada pela Revda. Tatiana Ribeiro.  Atendendo o convite de nosso Bispo D. Maurício estiveram presente representantes da maioria da Comunidades Diocesanas e das Igrejas irmãs IECLB e ICAR, promovendo-se assim um belo momento de Encontro, Partilha da Palavra, Comunhão e Bênção com a família diocesana e ecumênica. Foi convidada a partilhar a palavra nesta celebração a Revda. Magda Guedes, que trouxe um pouco da história da caminhada da IEAB para chegar até a aprovação da Ordenação de Mulheres ao Ministério Sagrado.

A história do ministério feminino na Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, conforme conta o Revdo Oswaldo Kickhöfel , deu-se em dois períodos distintos. O primeiro período, que vai de 1890 a 1984, se refere ao ministério feminino leigo, isto é, não ordenado, e exercido exclusivamente por missionárias estrangeiras, na maioria americanas. Foram as primeiras sete mulheres corajosas que, por de um longo e difícil tempo, deram os primeiros passos para que o ministério das mulheres fosse reconhecido.

O segundo período, que vai de 1985 até os nossos dias, se refere ao ministério feminino ordenado, isto é, mulheres que foram ordenadas ao diaconato e ao presbiterado por um bispo de sucessão apostólica. Houve, anos antes, tímidas iniciativas de valorização do trabalho da mulher em algumas reuniões Sinodais; mas foi apenas em 1965 que o assunto começou a ser discutido. De acordo com o Revdo Oswaldo Kickhöfel, quem retomou a discussão da participação do elemento feminino nas juntas paroquiais e agora também nos concílios foi a Diocese Sul Ocidental em 1965, com o apoio do bispo diocesano, Dom Plínio Lauer Simões. Mesmo nessa época, o assunto ainda era polêmico, pois houve objeções por parte de alguns conciliares, alegando que a participação das mulheres (eventualmente a esposa, mãe ou filhas do ministro) poderia causar dificuldades ou constrangimentos aos concílios e às juntas paroquiais. Não obstante essas objeções, a ata do referido concílio registrou que “posta em votação, a matéria recebeu unânime aprovação. Aos poucos, as outras dioceses também passaram a admitir mulheres nas juntas paroquiais e nos concílios”. Mas este tímido e lento avanço não era ainda a ordenação feminina. Sua aprovação ocorreu na XXI Reunião do Sínodo em 5-8 de julho de 1984. Hoje, a IEAB conta com clérigas na maioria das Dioceses e Distrito  Missionário e, neste ano, comemoramos os 30 anos de Ordenação Feminina.

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O texto bíblico trazido para meditação, é o do Evangelho de São Marcos 14: 3-9; onde ouvimos falar de uma Mulher de quem pouco sabemos. No texto, ela é anônima, mas ela tornou-se protagonista na cena de um jantar. Acolheu Cristo, ungiu-o com o melhor perfume que tinha! Seu gesto foi ousado e audacioso, mas é valorizado e acolhido com gratidão por Cristo. Percebemos, também, neste texto, que Marcos nos traz a ação realizada por uma  mulher que não usou palavras, mas usou o que tinha de melhor(perfume). Seu gesto foi superior a palavras, foi ela que, com seu silêncio, declarou “Tu és o Cristo, o Messias”. Hoje, somos convidadas a derramar todo o nosso mais precioso perfume em favor de irmãs e irmãos que sofrem; poderemos nos perguntar: quem? Como fazer isso? Mas apenas o contínuo seguir a Cristo e a nossa sensibilidade nos dará pistas. Devemos abrir mão  do bom e precioso perfume, e também escutar o que o Espírito Santo nos fala a cada dia. Assim, encontraremos também motivação para transformar palavras em ações com ousadia.

Comemoramos 30 anos de Ordenação Feminina na IEAB e realizamos um Encontro, junho passado, com clérigas e teólogas leigas. Naquela oportunidade, fizemos uma declaração que diz: “saímos conscientes de nossas potencialidades e renovadas em nossas aspirações e compromissos para com todas as pessoas, isso inclui apoio e solidariedade aos movimentos sociais em todas as suas lutas.” Assim sendo, rogamos a Deus, Rhua Divina, que nos abençoe no caminhar com tantos desafios e que possamos também agradecer a Deus por todas as mulheres que nos antecederam com ousadia. Deixo aqui uma Poesia da teóloga e biblista Téa Frigério lembrando Marta, irmã de Lázaro e Maria:

Obrigada pela ousadia:

Ousadia que vence os medos

Ousadia que vence a rotina

Ousadia que vence a introgeção.

Ousadia das palavras

Ousadia das atitudes

Ousadia dos gestos.

Ousadia que supera o preconceito,

Rompe barreiras

Abre horizontes.

Ousadia de questionar,

Provocar, inquirir, repreender,

Interpelar, sugerir, antecipar,

Sair às ruas, ao encontro.

Ousadia que atenta falar de teologia,

Proclamar a fé

Ocupar espaços

Assumir liderança

Inventar o novo.

Obrigada Marta!”

Obrigada a Lídia, Ana, Sara, Agar, Maria, Marta, Madalena e muitas outras mulheres anônimas de ontem e de hoje, nossas companheiras de caminhadas, muito OBRIGADA por acreditarem que é possível sim, ter um ministério ordenado feminino nesta Igreja.

(Texto: Revda. Magda Guedes, Deã da Catedral da Ressurreição, Brasília/DF)