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Grito dos Excluídos em Goiânia: “Estive preso e não foste me visitar” | Diocese Anglicana de Brasília

dsc04076.JPGAtendendo a este apelo do Cristo encarnado, o Fórum do Grito dos Excluídos de Goiânia promoveu neste 07 de Setembro de 2009 a 15º. Edição do Grito.
Como se faz todos os anos, o Fórum elegeu uma realidade social de alta complexidade para ser o foco do Grito dos Excluídos. Depois de um processo de discussão ampla entre as 42 entidades que compõem o Fórum, decidiu-se evidenciar o Sistema Prisional de Goiânia, que abriga hoje em suas 7 unidades cerca de 5 mil pessoas.
O Grito dos Excluídos de 2009, com o lema local “Estive preso e não foste me visitar”    , Marcos 25,42. abordou quatro temáticas que são gritantes em Goiânia:
1. A drogadição dentro e fora do presídio. A pergunta que não quer calar é: como pode o sistema penitenciário prender por causa das drogas e ao mesmo tempo ser tão flexível com a sua ampla circulação no interior das cadeias? A drogadição responde por 87% da reincidência prisional.
2. O funcionalismo público do sistema prisional. A pergunta que não quer calar é:
como pode um agente prisional não se corromper ganhando apenas um salário de R$ 650,00 ao mês? Além disso os servidores em geral trabalham com muita deficiência de material e reivindicam periculosidade salarial.
3. O judiciário de Goiânia. Aqui a pergunta que não quer calar é: Por que Goiânia é a única Capital da Federação que não tem Defensoria Pública? Reivindicamos também a criação de uma segunda Vara de Execução Penal, pois a única existente não dá conta da grande demanda de processos solicitando soltura ou de progressão de regime de pena.
4. Presos e seus familiares: Aqui a pergunta que não quer calar é: Se um preso custa cerca de R$ 1.000,00 para o Estado, para onde vai então todo este dinheiro? Só em Goiânia seria R$ 5 milhões por mês! Na prisão a comida é precária, tem super-lotação, não tem cama para todos, a maioria dos prédios estão em ruínas e as cadeias mais parecem uma favela. Aqui reivindicamos a humanização do tratamento nos presídios.
Assim com muita animação de música fomos animados a caminhar 2 kilômetros até os portões do presídio. Esta marcha foi composta de muita unidade entre as mais diferentes bandeiras e gritos particulares que estiveram presentes neste ato de cidadania e civismo, onde o excluído pode falar e fazer ecoar os seus clamores. Todos os participantes assinaram um abaixo assinado que será utilizado como instrumento de reivindicação junto ao governo do estado de Goiás para que tome previdências para a melhoria do sistema prisional.s7307157.JPG
A Igreja Anglicana em Goiânia tem acompanhado o Grito dos Excluídos desde 1999, e atualmente o reverendo Elias Mayer Vergara, pároco da Paróquia São Felipe é o coordenador do Fórum do Grito dos Excluídos, que é composto de 42 entidades da sociedade civil de Goiânia/GO, que tem a tarefa de organizar o Grito dos Excluídos, bem como acompanhar a problemática por ele evidenciada até que se alcance mudanças concretas.