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Justiça climática é o foco de uma reunião Anglicana de 4 dias na República Dominicana | Diocese Anglicana de Brasília

Líderes anglicanos e episcopais das Américas do Norte, Sul e Central e do Caribe chegaram dia 8 de dezembro à República Dominicana para uma reunião de 4 dias para explorar a relação entre pobreza e mudança climática.

 

“Nós estamos tentando mudar a conversação dentro da igreja de uma perspectiva de mudança climática para uma de justiça climática”, disse o Reverendo Joshua ‘Griff’ Griffin, missionário da justiça do meio-ambiente da Diocese da Califórnia em um dos organizadores da conferência.

 

Representantes de Cuba, Estados Unidos, Equador, Panamá, Colômbia, Haiti, México, Brasil, Guatemala, Porto Rico e da República Dominicana vão estar reunidos de 7 a 10 de dezembro no Centro Bishop Kellogg, em San Pedro de Macorís, a leste da capital Santo Domingo, para a primeira Conferência Episcopal de Justiça Climática, convocada pelo Bispo Marc Andrus da Diocese da Califórnia e pelo Bispo Naudal Gomes, da Diocese de Curitiba, no Brasil.

 

A conferência na República Dominicana acontece no mesmo período em que líderes mundiais reúnem-se para a segunda semana de assuntos climáticas, em Cancún, no México, como parte das Conferências de 2010 da ONU pela Mudança Climática, que teve início em 29 de novembro. O primeiro período de compromisso do Protocolo de Kyoto, assinado e ratificado por 191 nações – os Estados Unidos assinaram, mas não ratificaram – expirará em 2012. O compromisso do protocolo prevê que 37 nações industrializadas cortem em 20% a emissão de gases responsáveis pelo efeito estufa (ou seja, abaixo dos níveis encontrados em 1990) até 2020, e que cortem em 80% até 2050.

 

Na Conferência da ONU pela Mudança Climática em 2009, sediada em Copenhagen, na Dinamarca, os negociadores não conseguiram chegar a um acordo vinculativo para reduzir gases de efeito estufa para quando Kyoto expirar. Nações em desenvolvimento estão pressionando para que a segunda fase do protocolo seja cumprida, ou seja, diminuição das emissões em 40% até 2020.

 

Anglicanos e Episcopais reunidos na República Dominicana paralelamente a líderes mundiais no México é “simbólico”, afirmou Mike Schut, responsável pela área de Economia e Meio-Ambiente da Igreja Episcopal, em uma entrevista telefônica.

 

“Se os governos não estão conseguindo resolver o problema, temos que partir para a conscientização popular e para a ação”, disse Schut. “Este tempo juntos na República Dominicana pode ser uma maneira eficiente de elevar isso a um nível internacional”.  

 

A reunião, de fato, é o resultado de uma parceria de companheirismo entre a Diocese da Califórnia e a Diocese Anglicana de Curitiba, no Brasil, afirmou Griffin, em uma entrevista telefônica.

 

Os participantes da conferência vão compartilhar de informações dos seus próprios países; analisar a justiça climática por diferentes perspectivas; analisar questões relativas à mudança climática; discutir a relação entre teologia cristã e justiça climática; e estabelecer compromissos para trabalhar conjuntamente.

 

Além da criação de parcerias, espera-se também, acrescenta Griffin, que a conferência “construa relações que possam ser a base, a raiz uma rede de trabalhos religiosa e comunitária em prol da justiça climática”.

 

Os cristãos são chamados a cuidar da Criação, disse Bispo Naudal, por e-mail.

 

A igreja, acrescenta Bispo Naudal, deve trabalhar conjuntamente com as Nações Unidas e com organizações covis para mudar hábitos e para incentivar o uso de tecnologias capazes de reverter o impacto negativo que o homem exerce no meio-ambiente.

 

“A igreja não pode mais continuar fora deste processo, e outras organizações da sociedade devem ser desafiadas a agir, para que as decisões dos governantes, para que as decisões políticas, possam de fato ser efetuadas”, disse ele.

 

A fé compartilhada e as relações de companheirismo têm o potencial de efetuar grandes mudanças, disse Andrus, em uma entrevista telefônica.

 

“[O Arcebispo de Cantuária] Rowan Williams escreveu, vários anos atrás, que é necessário um movimento global para resolver desafios globais,” disse Andrus. “A Comunhão – antes das tensões que nos mobilizaram nos últimos anos – era uma Comunhão virtual; nós não funcionávamos conjuntamente.

 

“A atenção que demos à importância da Comunhão ao longo dos últimos anos nos dá a chance de sermos um movimento ativo para encararmos os desafios globais. Grandes avanços podem ser feitos (e devem ser feitos) por indivíduos e congregações em seu contexto local, mas também temos que analisar de que maneira podemos coordenar nossos esforços por meio de nossa fé e de nossos compromissos… E está é uma excelente oportunidade para isso.”

 

Lynette Wilson, Episcopal News Service.