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Revd. Patricia Powers e Missionária Elisa Daniel visitam a DAB | Diocese Anglicana de Brasília

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Dos dias 14 a 30 de setembro, estiveram de passagem por Brasília a Revda. Patricia Powers e a Missionária Elisa Daniel, conhecidas por seu trabalho missionário e sua dedicação a IEAB. Em uma conversa descontraída lembraram os desafios do trabalho no RJ, dos primeiros anos da instalação da DAB, e da experiência desta visita.

DAB: Qual era o foco de trabalho no RJ?

Elisa Daniel: Trabalhava na Cidade de Deus, com crianças da pré-escola a 4ª série e tínhamos também um trabalho com suas famílias. Tínhamos um grupo de estudo bíblico, no Morro Santa Marta, que reunia com mães e filhas. Além do trabalho de educação crista e teológica na DARJ (CAET). Na Cidade de Deus tínhamos também um envolvimento ecumênico, encontros de saúde para a comunidade e demos os primeiros passos em oferecer cursos profissionalizantes para a comunidade, isso no ano de 1966.

Revd. Patrícia: Quando cheguei no RJ, fui ajudar no trabalho na Cidade de Deus e no Morro Santa Marta; fui administradora da Escola Mediador (pré-escola e 4ª serie), onde um dos grandes desafios foi terminar a construção da Escola e Igreja. Trabalhei como secretária do bispo, para língua inglesa. E trabalhei com a juventude da diocese e Educação Cristã.

Dab: Como foi a chegada em Brasília, 1985, quais as prioridades de trabalho? Qual o projeto da nova diocese?

Revd. Patrícia: Recebemos o convite do Bispo Agostinho Soria para ajudar no trabalho na nova Diocese, ainda no Sínodo, logo após a votação que criou a Diocese. Era o inicio de tudo. Precisávamos organizar as coisas “básicas” para o funcionamento da Diocese: Cânones, Estatuto. Tudo era prioridade.

Eram poucos Revds, na época tinha Revd. Guilherme, Revd. Enil e Revd. Ernesto. A Paroquia da Ressurreição era a única comunidade.

Iniciamos uma pesquisa, para definir onde era prioritário iniciar o trabalho, e definimos por: Ceilândia norte e sul, e como havia uma família em Goiânia, realizamos cultos lá também.

Iniciaram o Centro de estudos teológicos – CANT. Eram um grupo de 3 alunos. A Eliza era professora de Educação Cristã.

DAB: Como aconteceu a ida de vocês para Porto Alegre?

Elisa: Fui convidada, pelo então Secretário Geral Revd. Jubal Pereira Neves, para reabrir o departamento de Educação Cristã da Província, e na mesma ocasião, Dom Olavo me convidou para ser Reitoria do Seminário.

Revd. Patrícia: Fui convidada, também pelo então Revd. Jubal para abrir o Departamento de Missão. Na ocasião, realizamos um encontro de companheirismo, reunimos Províncias anglicanas de 8 países diferentes. O grande desafio era iniciar o companheirismo com a Igreja brasileira e/ou dioceses.

Em 1991 voltamos para os Estados Unidos. E em 1997, encontramos com o “novo” secretário geral, Revd. Mauricio, que nos convidou para voltar ao Brasil. E o grande desafio desta vez era um novo trabalho missionário, um novo modelo de missão e, viajamos ao norte do país. E “nasceu” os Distritos Missionários da Amazônia e do Oeste.

Outro ponto importante foi ser Reitora do SETEK. Iniciamos o curso por extensão, possibilitando as muitas pessoas estudarem nas suas comunidades locais.

Elisa: Iniciamos os Capítulos da Ordem das Filhas do Rei, primeiramente na Diocese do Rio de Janeiro, depois na Diocese Meridional e depois Diocese de Pelotas. E esse foi um trabalho que gostei muito de fazer. Mesmo voltando aos EUA, nunca perdemos o contato com o Brasil. Temos muitos amigos aqui. E principalmente, temos interesse de ajudar a trabalhar na missão da IEAB. Parte de nossa vida esta diretamente ligada ao Brasil e a IEAB.

DAB: Revd. Patrícia, fale um pouco sobre a volta para sua Diocese nos EUA, o convite para ser Pároca da Paroquia São Nathanael.

Revd. Patrícia: Em 2001, retornamos novamente aos EUA, aceitando o convite do meu Bispo Diocesano, para fazer missão lá. E em seguida, veio o convite da Paroquia São Nathanael, para disponibilizar meu nome para a eleição de Pároca.

Quando cheguei, North Porth tinha 17mil habitantes, mas percebi que era uma cidade em crescimento. A Paroquia tinha 20 anos. E a comunidade tem o desafio da missão, de acompanhar o crescimento da cidade. Entusiasmei-me, pois vi o desafio missionário.

Hoje somos uma comunidade com 350 membros. Ampliamos nosso espaço físico para responder as necessidades da comunidade; não só a comunidade da Igreja, mas a comunidade onde a Igreja esta inserida. Construíram uma nova parte da Igreja, reformamos o piso do Templo, construímos uma Secretaria e mais 4 salas, uma cozinha profissional. Temos trabalho com mulheres que sofrem violência, Grupo de AA e 3 projetos de distribuição de alimentos, cestas básicas. Chegamos a atender mensalmente mais de 270 famílias. E temos também outros dois projetos com crianças, um de acompanhamento com crianças que tem os pais presos e outros com crianças queimadas.

Temos um Capitulo das Filhas do Rei, que fazem visitas aos hospitais.

As salas e cozinha que construímos, é para uso da comunidade, de projetos. Não aceitamos que fiquem fechadas, e só sejam usadas pelas pessoas da Igreja, tem q esta a serviço da comunidade no geral. Isso é missão, também!

Hoje, North Porth tem 55 mil habitantes.

DAB: Revd. Patrícia, a sra. acompanhou Dom Mauricio na visita as comunidades do Tocantins, Palmas e Aliança. Como foi a experiência?

Revd. Patrícia: Sempre tive o desejo de visitar o estado Tocantins. E me surpreendi. Pensava que Palmas era uma cidade pequena, do interior. Mas encontrei uma cidade com vida, com movimento.

O trabalho de missão da Igreja lá é muito bonito.

Gostei muito da Missão Cristo Libertador. É muito bom de ver o trabalho das mulheres, o entusiasmo deles com a Cooperativa. Gostei tanto, que fui a primeira a comprar um par de sandálias, produzido por uma delas.

O envolvimento das adolescentes não somente na Cooperativa, mas na liturgia, a dança e o teatro, achei tudo muito bonito, transmitem uma energia muito boa, que entusiasma a gente.

A Missão Cristo Redentor, tem um projeto muito importante, que é a CASA A+. É um trabalho missionário. Um projeto como este que está voltado para comunidade de Palmas e do estado do Tocantins, sem duvida alguma, é um exemplo a ser seguido.

Fiquei impressionada com o campo missionário que temos no Tocantins. Na Missão Mãe de Deus, em Aliança, tínhamos 45 pessoas no culto, achei muito bom.

A diversidade que encontramos no trabalho missionário da DAB reforça mais uma vez que precisamos compartilhar nossos pensamentos, aprender com o outro e não forçar que os outros pensem iguais. Vi aqui esse respeito.

DAB: Elisa, você visitou a comunidade da Catedral. Como foi visitar esta comunidade que você acompanhou seu nascimento?

Elisa: Foi muito bom ver a Catedral de portas abertas e com mais pessoas. E o trabalho da escola dominical com crianças está contínuo, isso é muito importante. Na congregação tinha pessoas jovens e membros antigos, isso mostra a continuidade e a renovação da igreja.

Achei muito interessante o  “Catedral em Debate”, pois envolve não somente pessoas da Igreja, mas pessoas da comunidade local. Eu penso que a Catedral deve ser um centro que discute assuntos variados, com diversas pessoas, com a cidade e não somente o povo da congregação.

DAB: Uma palavra ou mensagem que vocês gostariam de deixar para nós.

Revd. Patrícia: É preciso sonhar! Não podemos nunca deixar de sonhar. Sonhar com o possível, e não ter medo! Se esse sonho é de Deus, Ele ajudará, e vai se realizar. A Igreja, a comunidade vai crescer. Precisamos ser (revd./revda. lideranças), pessoas comprometidas, que estão sonhando junto com o povo. É preciso sonhar e acreditar!

Elisa: O que queremos? Qual nossa visão? Não podemos parar. No inicio, aqui em Brasília, só tinha terra. E uma placa que este terreno pertencia a Igreja Episcopal do Brasil. Alguém sonhou que aqui teria uma Igreja viva e trabalhou para isso!

Nem sempre teremos o privilégio de ver as sementes que plantamos dar frutos. Mas precisamos plantar. E plantar juntos, nunca sozinhos. Somos uma sociedade instantânea, e desanimamos quando não vemos o resultado rápido. Mas é preciso, sempre, respeitarmos o tempo de Deus para esta semente nascer.

 

A DAB agradece imensamente a visita da Revda. Patricia e da missionária Elisa, e roga a Deus que continue abençoando ricamente a vida e ministério delas.