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Carta Pastoral à XXXI Reunião Conciliar da Diocese Anglicana de Brasília | Diocese Anglicana de Brasília

“Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio.” João 20,21

1.    Neste ano, a nossa reunião Conciliar se envolve na moldura do Tempo Pascal. Com certeza é o momento ainda de sentirmos o eco do grito de esperança renovada: “Aleluia! Cristo Ressuscitou! Verdadeiramente o Senhor Ressuscitou! Alelulia.”

2.    Neste ano, nossa Diocese celebra 28 anos de vida, missão e serviço (1985 – 2013), e quero, desde já, convocar toda a Igreja Diocesana a nos envolvermos neste caminho de celebração e já anuncio que o nosso Concílio de 2015 seja realizado em nossa Catedral.

3.    Nos últimos dias da quaresma, iniciei a leitura do Livro da Quaresma indicado pelo Arcebispo de Cantuária. Trata-se de uma prática corrente na Igreja da Inglaterra, a cada ano o Arcebispo recomenda um livro para reflexão e meditação.581479_10151601172217594_1338012258_n.jpg

4.    O Livro deste ano foi “Abiding, Ben Quash”. É um termo que exige algumas palavras para uma tradução, mas trás consigo o sentimento de “permanecer” conforme São João 6, 56 “quem come da minha carne e bebe do meu sangue permanece em mim e eu nele”.

5.    Esse sentimento de permanecer, nos trás o sentido de um completo compromisso pessoal, que se expressa e se fortalece na solidariedade ( Cf. Rute 1,16-17).

6.    Com certeza, essa forma de permanecer será uma força para nossa compreensão de pertença, e isso nos convoca a pensar que precisamos nos entregar e cada vez mais reconhecer nossa dependência em Deus.

7.    Neste ano desejo convidar toda a Igreja diocesana a nos sentirmos parte do caminho de solidariedade nos deixando inspirar pelo lema do nosso XXXI Concilio: “… Assim como Pai me enviou, eu também vos envio.”

8.    Missão é envio e, em principio, somente existe “Missão” quando alguém envia.

9.    O Evangelho de São João transmite uma consciência de que não há comunidade de discípulos e discípulas de Jesus sem missão. O foco de João é reafirmar que a comunidade não está voltada para si, mas para o mundo. A comunidade só existe em função de uma missão, que é a sua razão de ser.

10. Na compreensão Joanina a comunidade não se constrói para ser um clube dos amigos e amigas de Jesus, mas para que, com o testemunho da vivencia fraterna, o mundo possa chegar a crer (Cf. João 13, 34-35 e 17, 20-21)

11. E, para São João, todas e todos são destinatários dessa mensagem. Deus não exclui ninguém da boa mensagem que Ele comunica por seu Filho. A todas e todos a mensagem é transmitida: mulheres e homens, judeus e gregos (gentios), puros e impuros: a missão é universal.

12. “Assim como Pai me enviou, eu também vou envio”.

13. Essa é a nossa convocação, e desejo que todas as comunidades desta família diocesana sintam-se enviadas.

14. Em nossos caminhos de missão nos últimos 10 anos, temos sido inspirados e convocados a reafirmar a nossa Aliança Batismal. E, nessa trilha, renovamos nosso compromisso, solidariedade e amor à missão que é de Deus.

15. Muito especialmente, nos últimos dois anos, nos mantivemos inspirados e fomos animados a “… Passar para a outra margem.” ( Cf. Marcos 4,35).

16. Com certeza, todo novo desafio aponta para o medo.  Mas o medo é a plena expressão de nossa humanidade. De fato, quando não assumimos o nosso medo estaremos nos revestindo da máscara da autossuficiência ou da vaidade.

17. Páscoa é uma oportunidade para remover pedras e mirar portas abertas, apesar do medo. “… Ao cair da tarde daquele dia, o primeiro da semana, trancadas as portas da casa onde estavam  os discípulos  com medo dos Judeus, veio , pôs-se no meio e disse-lhes : Paz seja convosco!”

18. Esse é um rico sinal do novo, da novidade, do (re)começar. É o sentimento de viver algo novo e profundo. É esse o caminho que precisamos viver em nossas comunidades, com a esperança renovada de que “Deus chama a gente para um momento novo, de caminhar junto com seu povo. É hora de transformar o que não dá mais. Sozinho, isolado, ninguém é capaz. Por isso vem, entra na roda com a gente também, você é muito importante”

19. Quero reafirmar que cada pessoa, clériga ou leiga, é importante nesta construção de ser Igreja. Cada um com seu dom, oferecendo o que tem para o fortalecimento da família diocesana.

20. Desde 2004 temos reafirmado nosso objetivo geral, nossa missão e visão de sermos Igreja Episcopal Anglicana do Brasil no Cerrado.

21. Nosso Objetivo Geral:  “Fortalecer as comunidades atuais, tornando-as vivas e missionárias”.

22. Nossa Missão: “Ser uma Igreja Missionária, sendo instrumento da propagação do reino de Deus, anunciando e vivendo, por palavras e atos, o Evangelho. Dentro da nossa tradição, vivendo na diversidade e inclusividade, e considerando o contexto cultural de cada comunidade.”

23. Nossa Visão: “Ser uma igreja ousada e dinâmica no testemunho do evangelho, na ação missionária e na promoção da vida, servindo no amor, fidelidade e solidariedade, fortalecendo as comunidades locais .”

24. E, neste ano, a Comissão de Planejamento, Pastoral e Missão apresentará o PLAD 2013. Será uma oportunidade para olharmos para dentro de nós mesmos, a partir de nossas realidades e fragilidades, mas também reafirmar nossas forças e as muitas oportunidades de missão que temos diante de nós.

25. O PLAD 2013 é fruto do diagnóstico que cada comunidade enviou e das possibilidades de novos caminhos e desafios que cada comunidade assumiu.

26. Recordo as palavras do conhecido navegador solitário Amyr Klink, em seu livro “Cem dias entre céu e mar”. Ele diz “para se chegar, aonde quer que seja, aprendi que não é preciso dominar a força, mas a razão. É preciso, antes de mais nada, querer”.

27. Este PLAD 2013 é fruto de uma construção coletiva e a Comissão continuará trabalhando, avaliando e apoiando para que possamos ver  nossos sonhos realizados.

28. Nossos eixos de planejamento serão: Educação e Formação para Missão; Sustentabilidade  Financeira, isto é, Responsabilidade Cristã; e Diaconia e Direitos.

29. Rogo a Deus que possamos nos unir neste caminhar da Igreja mirando sempre as Marcas da Missão:

· Proclamar as boas novas do amor reconciliador de Deus em Jesus Cristo;

· Batizar e nutrir a quem passa a crer em Cristo;

· Responder às necessidades humanas com serviço e zelo;

· Trabalhar pela transformação da sociedade de acordo com os valores do reino;

· Salvaguardar a integridade da criação e a renovação da vida na terra.

· Garantir a Paz construindo diálogo universal.

30. Nosso Compromisso e Envio passa pela compreensão destas marcas da missão em nosso jeito de ser Igreja, que nos envia a anunciar a mensagem das Boas Novas  do Evangelho e nos compromete com a justiça e o serviço às pessoas necessitadas.

31. Porque não há espaço para um Evangelho que seja indiferente às necessidades da pessoa humana em sua vida integral.

32. E aqui expresso a gratidão pelo trabalho que o SADD tem feito ao longo desses 05 (cinco) anos, contribuindo para a formação e a capacitação das lideranças da Igreja, fortalecendo a rede de serviço da IEAB, e abrindo novas portas de parceria, com organizações como a Episcopal Relief and Development, a Christian Aid e a Anglican Alliance.

33. Também reafirmo que o nosso sonho continua e está tomando forma cada vez mais concreta, a ASAS do Cerrado, Ação Social Anglicana e Solidariedade do Cerrado. 

34. Peço o vosso apoio e solidariedade para darmos mais asas a nossa ASAS do Cerrado, que deseja “Transformar sonhos em novos caminhos de justiça e dignidade humana” e precisam de colaboração , faça sua doação.

35. A coleta do Domingo, no culto de encerramento deste XXXI Concilio, será destinada integralmente à ASAS do Cerrado, porque “aquele que dá a semente ao que semeia e pão para comer, também multiplicará a sua sementeira e aumentará os frutos de nossa justiça” II Corintios 9,10.

36. O Caminho de nossa Igreja no Brasil tem sido abalado por contextos marcadamente influenciados pela busca e controle do poder e por uma má formação e compreensão do “jeito de ser anglicano”. Alguns têm confundido o Episcopado Histórico com o desejo de um  “congregacionalismo   vestido de roxo”.

37. É lamentável, porém necessário, ter de anunciar que um grupo cismático tem se formado no território da Diocese Anglicana de São Paulo e, consequentemente, abandonado a Comunhão com A Igreja Episcopal Anglicana do Brasil.

38. E preciso expressar minha gratidão à Igreja Diocesana, que tem apoiado e suportado o vosso Bispo Diocesano ao longo destes últimos sete anos  como Bispo Primaz da Igreja.

39. E aqui, publicamente, no XXXI Concilio, anúncio oficialmente que estarei repassando a tarefa de Bispo Primaz no próximo Sínodo a ser realizado em novembro próximo.  E, com certeza, direi “até aqui o Senhor me ajudou”.

40. Que, ao chegarmos aqui no Concílio, possamos recordar que temos “passado para a outra margem” e que vamos nos manter na certeza do envio para a missão “assim como Pai me enviou eu também vos envio” e, assim, possamos  cantar o “Cântico Novo”  do novo PLAD .

41. Nesta trilha, quero convocar a Igreja Diocesana:

· a nos envolver nas ações no contexto do PLAD 2013;

· a aprofundarmos o discernimento vocacional dos nossos dons de serviço na Igreja;

· a apoiarmos as convocações da ASAS do Cerrado a partir de suas ações beneficentes, culturais, desportivas, educacionais, de meio ambiente, de saúde e de direitos humanos.

42.  Rogo a Deus que nos mantenha em nosso caminhar de ser uma presença anglicana no contexto do Cerrado.

43. E que possamos sair deste XXXI Concilio, mirando a festa da Igreja Diocesana em 2015, quando celebraremos 30 anos de vida Diocesana.

Que o Amor de Deus nos Una.

Do vosso Bispo

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